sexta-feira, 4 de junho de 2010

Mente a alma

mente a alma
quando diz
viva o amor
mente a mente
quando diz
ame-se

Bruno Caspary

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Lágrimas de areia

A loucura de Nietzche
Sua sabedoria
A loucura do mundo
Nossa burrice
Ah, se você soubesse
Se apenas imaginasse
Tudo que eu quero
Tudo que eu sou
Enquanto pesco letras e palavras
Tudo é gélido e calmo
E salgado
Como o mar
E o silêncio não pára de gritar
E a solidão não pára de me acompanhar
Escondida atrás de tudo e todos
Tudo é mar
Sem fim
Mas com um balanço
Que me leva
E me traz
E me afoga no seu infinito
No meu infinito
De dúvidas, de sentimentos
E de lágrimas de areia
Que se amontoam
Umas sobre as outras
Sem ter quem as leve embora.

Bruno Caspary

Multifacetado

Multifacetado
Vai cortando um dobrado
Se desdobrando com cuidado
Que é pra não quebrar
Multifacetado
Articulando futuro e passado
Cercado por todos os lados
De tudo que lhe é caro
E de sentimentos baratos
Multifacetado
Muito faz-se atado em meio a maldade
Mas em cada rosto constrói um sorriso
Pra que sirva de aviso
Pra toda essa gente
Multifacetado
Segue contente.

Bruno Caspary

terça-feira, 1 de junho de 2010

Amarelo turvo

Se for pra falar de amor
Se for pra falar de humor
Deixa eu dar a minha gargalhada
E achar graça da dor
Se for pra fazer piada
Deixa então como está
Porque da desgraça se fez graça
Assim, de graça
Sem eu entender
Se for pra sorrir assim
Que seja sincero
Esse seu belo sorriso amarelo
Assim como são sinceros
Esses meus olhos turvos.

Bruno Caspary