segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Jihad - A Guerra Santa

Não tenho nada
Para falar
Para escrever
Para sentir
Para viver
Sou a minha própria derrota
Sou o meu próprio vazio
Tudo se desfaz em vão
Em vãs sabedorias
Palavras se perdem
Enquanto eu me encontro
E nesse encontrar
A guerra começa
Espero não sobreviver
Não tenho nada
Pra perder

Bruno Caspary

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Calor

Eu sou a luz da loucura
Sou a beleza da ira
O grito de sobrevivência
A morte que ansiosamente espera
Sou o ar que estufa o peito
A voz de desdenho querendo ser odiada
Sou tudo o que eu não queria ser
Psicopata, louco, insano
Fazendo o que é necessário
Para sobreviver

Bruno Caspary

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Mente a alma

mente a alma
quando diz
viva o amor
mente a mente
quando diz
ame-se

Bruno Caspary

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Lágrimas de areia

A loucura de Nietzche
Sua sabedoria
A loucura do mundo
Nossa burrice
Ah, se você soubesse
Se apenas imaginasse
Tudo que eu quero
Tudo que eu sou
Enquanto pesco letras e palavras
Tudo é gélido e calmo
E salgado
Como o mar
E o silêncio não pára de gritar
E a solidão não pára de me acompanhar
Escondida atrás de tudo e todos
Tudo é mar
Sem fim
Mas com um balanço
Que me leva
E me traz
E me afoga no seu infinito
No meu infinito
De dúvidas, de sentimentos
E de lágrimas de areia
Que se amontoam
Umas sobre as outras
Sem ter quem as leve embora.

Bruno Caspary

Multifacetado

Multifacetado
Vai cortando um dobrado
Se desdobrando com cuidado
Que é pra não quebrar
Multifacetado
Articulando futuro e passado
Cercado por todos os lados
De tudo que lhe é caro
E de sentimentos baratos
Multifacetado
Muito faz-se atado em meio a maldade
Mas em cada rosto constrói um sorriso
Pra que sirva de aviso
Pra toda essa gente
Multifacetado
Segue contente.

Bruno Caspary

terça-feira, 1 de junho de 2010

Amarelo turvo

Se for pra falar de amor
Se for pra falar de humor
Deixa eu dar a minha gargalhada
E achar graça da dor
Se for pra fazer piada
Deixa então como está
Porque da desgraça se fez graça
Assim, de graça
Sem eu entender
Se for pra sorrir assim
Que seja sincero
Esse seu belo sorriso amarelo
Assim como são sinceros
Esses meus olhos turvos.

Bruno Caspary

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Se encontrando perdido

Ouve um silêncio
Houve uma pausa
Escuta esses barulhinhos
Que te ensurdecem
Conversa com teus pensamentos
Se perde em meio a eles?
Ou será que se acha?
Tin, Tin, ruídos e outros mais
Ouve uma pausa
Silêncio
Já se perdeu?

Bruno Caspary